Dicas para a bienal.

Ano passado participei da bienal de 2015 no Rio de Janeiro, minha primeira. Mas pude vivenciar esse momento e colocar em prática as dicas que recebi de amigos e outros blogueiros, acredito ser válido repassá-las a você que irá a bienal 2016.  Vamos começar com itens fundamentais.  

1. Roupa, sapato, mochila. Basicamente prese pelo conforto. Recomendo tênis ou sapatilha. Sapato aberto também é válido, mas pode ter o risco de algum desavisado pisar no seu pé. Em relação a vestimenta, uma calça jeans, blusa confortável e dentro da sua mochila uma blusa de manga. 

Eu não vivo em uma região onde tem frio, sendo assim senti no rio centro. Principalmente na sala de eventos. Eu não sei como é em em São Paulo, se o local é frio ou não. Eu levei uma dessas de costa espaçosa que fecham na frente e também ecobags que eu tinha em casa para colocar os livros que eu comprava. Dependendo da editora você pode receber alguma quando realizar compra ou em eventos.

Como ficávamos eu e meus amigos ao final do dia. Quase nada. 

2. Alimentação e água. Esse foi um dos pontos que TODOS os meus amigos diziam: É caro, tudo caro. Sendo assim eu, minha irmã e alguns amigos nos preparamos, levamos vários sanduíches prontos de presunto e queijo, maçãs, sucos e nescau, esses de caixinhas. Foi a melhor coisa que fizemos, pois quando sentíamos fome era só nos sentarmos e comermos. Você pode levar outra coisa que achar melhor e variar se for em diferentes dias. Não esqueça de uma garrafinha de água para você reabastecer no local. 

3. Mapa da bienal e anotar os eventos. Imprima com antecedência o mapa da bienal, normalmente eles liberam no site. Mas pode ser que no local você encontre nos locais de informações o mapa impresso. Só que é melhor prevenir do que remediar, não é mesmo.  Antes de sair de casa, um dia antes anote em caderninho os eventos que você irá participar e o local, só para facilitar. Já que esse ano é tudo online. Amém, irmãos. 

4. Anotar também os livros desejados. Foi algo que já levei anotado, é uma boa se você não quer gastar por impulsão ao ver um livro que não está na sua lista. Eu consegui me controlar e comprei só os que eu tinha colocado na lista, na verdade, nem consegui comprar todos. 

5. Leve um T, esse adaptador de tomada. Assim você garante carregar seu celular e de amigos ou de pessoas que estejam utilizando sozinho uma tomada. Ainda mais esse ano que eu ouvi falar, novo conceito não terá estande na bienal. Ou seja, sem todas aquelas tomadas free. hahaha.

6. Promoções e marcadores. Fique de olho nas promoções, temos editoras como intrínseca que possui  no estande um local com livros em promoções, as vezes eles variam as opções. O grupo editoral pensamento normalmente dá 25% de desconto para aqueles que participam dos seus eventos. Eu fui no evento da Universo dos livros e não me arrependi, ganhamos alguns lançamentos e livros deles. Não irei mentir, na última bienal eu peguei vários marcadores e sempre retornava ao estande das editoras no outro dia ou de hora em hora, podia ser que tivesse outros.

7. E por último, tire muitas fotos. Com seus amigos, autores, blogueiros que vocês admiram, assim você ficará com várias recordações desse momento mágico para amantes da leitura. 


Resenha - A caminho do altar - Julia Quinn

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580415735
Ano: 2016
Páginas: 320
Tradutor: Viviane Diniz

Ao contrário da maioria de seus amigos, Gregory Bridgerton sempre acreditou no amor. Não podia ser diferente: seus pais se adoravam e seus sete irmãos se casaram apaixonados. Por isso, o jovem tem certeza de que também encontrará a mulher que foi feita para ele e que a reconhecerá assim que a vir. E é exatamente isso que acontece.  O problema é que Hermione Watson está encantada por outro homem e não lhe dá a menor atenção. Para sorte de Gregory, porém, Lucinda Abernathy considera o pretendente da melhor amiga um péssimo partido e se oferece para ajudar o romântico Bridgerton a conquistá-la. Mas tudo começa a mudar quando quem se apaixona por ele é Lucy, que já foi prometida pelo tio a um homem que mal conhece. Agora, será que Gregory perceberá a tempo que ela, com seu humor inteligente e seu sorriso luminoso, é a mulher ideal para ele? A caminho do altar, oitavo livro da série Os Bridgertons, é uma história sobre encontros, desencontros e esperança no amor. De forma leve e revigorante, Julia Quinn nos mostra que tudo o que imaginamos sobre paixão à primeira vista é verdade – só precisamos saber onde buscá-la.

Oitavo livro da série Os Bridgerton e temos a última história dos irmãos, dessa vez vamos conhecer Gregory, um homem que sempre acreditou no amor, todos os seus irmãos se casaram por amor e ele não espera nada diferente. Justamente por isso, ele tem a certeza que reconhecerá sua alma gêmea assim que a vir e é isso que acontece. Quando Gregory avista a nuca de Hermione Watson ele tem certeza que encontrou o amor de sua vida, o que ele não esperava é que ela estivesse apaixonada por outra pessoa. 

Para sua sorte, Lucinda Abernathy, a melhor amiga de Hermione, resolve ajuda-lo a conquistar a jovem. O problema é que Lucinda, apesar de prometida a outro homem, acaba se apaixonando por Gregory e tardiamente ele descobre que também nutre os mesmos sentimentos e agora precisará correr contra o tempo para evitar que a mulher de sua vida escape por entre seus dedos. 



É sempre muito bom ter em mãos um novo livro da Julia Quinn, a série foi maravilhosa como um todo e não teve um livro se quer que me decepcionasse. Eu estava ansiosa para conhecer um desfecho para o Gregory, já que ele sempre foi um dos meus personagens preferidos. Adorei a história criada para ele e todo o charme e complicação com que o amor surge para ele.

Lucinda é a mulher perfeita para Gregory e não sei como ele não percebe isso logo de cara, desde o inicio eu achei Hermione muito chatinha e sem sal, já Lucinda é cheia de vida, é espontânea, sincera e traz energia e alegria para onde quer que esteja. 

Julia mantém sua narrativa rápida, apaixonante e muito bem humorada, gosto das risadas que ela consegue arrancar do leitor com seus enredos repletos de diálogos sagazes. Mas acho que o que eu mais gosto nessa série é poder sempre rever os personagens dos livros anteriores. 



Outro ponto positivo dessa série é que sempre tem o romance misturado com a aventura e um suspense a ser desvendado. Eu fico sempre agoniada, tentando imaginar o que pode acontecer. Com esse livro não foi diferente, mas de fato, pareceu uma novela mexicana e foi um pouco surreal. 

Esse não foi o melhor livro da série, mas com certeza não deixou nada a desejar. Felizmente, não é a última vez que veremos essa família tão amada, já que vem surpresa por ai. 

A capa mantém o mesmo padrão das anteriores e a revisão e diagramação como sempre impecáveis. 


Resenha - Três coisas sobre você - Julie Buxbaum

Edição: 1
Editora: Arqueiro
ISBN: 9788580415483
Ano: 2016
Páginas: 288
Tradutor: Ivanir Alves Calado

Setecentos e trinta e três dias depois da morte da minha mãe, 45 dias após o meu pai fugir para se encontrar com uma estranha que ele conheceu pela internet, 30 dias depois de a gente se mudar para a Califórnia e apenas sete dias após começar o primeiro ano do ensino médio numa escola nova onde conheço aproximadamente ninguém, chega um e-mail. Deveria ser no mínimo esquisito, uma mensagem anônima aparecer do nada na minha caixa de entrada, assinada com o bizarro nome Alguém Ninguém. Só que nos últimos tempos a minha vida tem estado tão irreconhecível que nada mais parece chocante.

Três coisas sobre você foi a aposta da editora arqueiro para o mês de junho. Teve até uma ação intitulada, eu aposto em você, funcionava assim, se você não gostasse  do livro eles garantiriam seu dinheiro de volta. E não é todo dia que você vê uma editora apostando em um livro, eu fiquei de orelha em pé, precisava ler e conferir se valeria a pena mesmo. 

Neste livro conheceremos a história de Jessie A. Holmes. Desde a morte da mãe ela tem vivenciado mudanças em sua vida, seu pai encontrou uma nova esposa, eles tiveram que se mudar para a Califórnia e agora Jessie irá frequentar uma escola totalmente oposta a que ela frequentava, uma escola podemos assim dizer, classe média alta. E ela é a "novidade" da turma e totalmente o oposto das garotas. O primeiro dia de aula foi um caos, nada fácil.  Eis que ela recebe um e-mail de alguém com nome anônimo, o(a) "alguém ninguém" que deseja ser seu guia no novo colégio. 

Se eu recebesse algo assim eu ficaria assustada e curiosa ao mesmo tempo, pois eu sou curiosa. Então clicaria para ler o e-mail, mas não sei se responderia. Não é algo rotineiro. E foi essa premissa que chamou minha atenção para o enredo.

Alguém ninguém é uma pessoa divertida (o), extrovertida (o), não tenho costume de ler livros que contenham e-mails ou conversas durante a narrativa, e devo dizer que gostei do que li, as trocas de mensagens eram legais, envolventes e instigantes, não do tipo chatas. Não deixou o desenvolvimento cansativo e fez surgir o meu lado detetive, que é péssimo por sinal. 

Jessie tem suas preocupações, seus medos e desafios, mas demonstra ser uma jovem espirituosa, despreocupada, que faz piada consigo mesmo. Só você, com a narrativa dela a conhecerá a fundo, a verdadeira Jessie. A perda da mãe foi algo intenso que ela ainda procura superar. Com o decorrer do livro eu fui anotando os nomes de possíveis alguém ninguém, foi complicado e desafiador me segurar e não ler a última página. Não faça isso, ouviu.

Quando terminei vi que minhas suspeitas eram reais, na verdade, não foi algo dificultoso elas só se confirmaram, não sei se essa era a intenção ou não da autora, a não dificuldade em descobrir quem era alguém ninguém. Mas isso não diminui o prazer pela leitura e escrita de Julie Buxbaum. 

O interessante é que esse alguém ninguém se tornará mais do que um guia, e sim um amigo, um que de confidente para Jessie. Ela relata a ele coisas que outros não sabem. Três coisas sobre você é nos traz uma leitura leve, despretensiosa, sarcástica e irônica.

A autora trata do crescimento pessoal, superar perdas e aprender aceitar as novidades, abordando também relacionamentos e bullying. Quase chorei com o bullying sofrido pela Jessie, repassou a  incapacidade de fazer algo a respeito.

Eu, Carol, não devolveria o livro. Sorry, arqueiro.




Resenha - Arena 13 - Joseph Delaney

Edição: 1
Editora: Bertrand Brasil
ISBN: 9788528620610
Ano: 2016
Páginas: 320


Primeiro livro da nova trilogia do autor best-seller de As Aventuras do Caça-Feitiço. Leif tem uma única ambição: tornar-se o melhor lutador da famosa Arena 13. Lá, os espectadores apostam em qual lutador vai derramar sangue primeiro. E, em ajustes de contas, apostam em qual lutador vai morrer. Mas a região é aterrorizada por Hob, um ser maligno que se deleita torturando a população e exibe o seu poder devastador desafiando combatentes da Arena 13 a lutas até a morte quando bem entende. E isso é exatamente o que Leif quer, pois ele conhece bem os crimes de Hob. E, no cerne da sua ambição, arde o desejo de vingança. Leif procura revanche contra o monstro que destruiu a sua família. Mesmo que isso lhe custe a vida.
Aqui conhecemos Leif, que tem uma única ambição, tornar-se um lutador da arena 13 assim como seu pai, para isso ele parte para Gideen atrás de um dos melhores treinadores, Tyron. Mas não será nada fácil fazer com Tyron aceite-o como aprendiz. Gideen e toda a região é aterrorizada por Hob, um ser do mal que adora torturar a população, raptar mulheres e esmagar lutadores na arena 13 e Leif quer chegar até a Arena 13 para encarar Hob e se vingar do passado. 



Esse é o primeiro livro do Joseph Delaney que eu li e simplesmente estou apaixonada pela sua escrita. Desde que eu soube do lançamento desse livro eu fiquei ansiosa para conferir e não me decepcionei nadinha. Um enredo bem original e muito bem delineado pelo autor. É uma fantasia complexa e que existe muita atenção do leitor, é tudo novo e muito intenso. 

O livro é completamente imprevisível, sempre que você pensava uma coisa o autor promovia uma reviravolta no enredo, o leitor é surpreendido a todo momento e acho que isso foi o que tornou o livro tão interessante. 

Arena 13 tem um enredo consistente e não se faz somente com cenas de ação, mas quanto essas aparecem é um completo show de talento do autor, que faz uma descrição tão boa que tudo se torna agoniante e desesperador. Todos os personagens foram muito bem pensados e delineados pelo autor, nenhum está ali de nada e todos tem seu papel já determinado pelo autor.



A narrativa é feita em primeira pessoa, o que é o meu preferido e só fez com que eu ficasse ainda mais encantada pelo jeito do Leif. Joseph conduz o enredo muito bom e a narrativa flui de maneira bem rápida, apesar do contexto complexo, foi impossível largar o livro sem ficar pensando no que poderia acontecer. 

Esse é o primeiro livro de uma trilogia iniciada pelo Joseph, só tenho a dizer o quanto estou ansiosa pelo próximo. Graças a Deus o final não foi tão tombástico a ponto de eu me desesperar pela continuação, mas ainda assim continuo curiosa pelo que ainda pode acontecer. 

Sem dúvida foi uma grata surpresa e recomendo para todos os leitores que curtem um bom livro de aventura. 


Resenha - Silêncio - Richelle Mead

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9788501107381
Ano: 2016
Páginas: 280

Um romance de fantasia e aventura da mesma autora de Vampire Academy. Pelo que Fei se lembra, nunca houve um ruído em seu vilarejo todos são surdos. Na montanha, ou se trabalha nas minas ou na escola, e as castas devem ser respeitadas. Quando algumas pessoas começam também a perder a visão, inclusive a irmã de Fei, ela se vê obrigada a agir e a desrespeitar algumas leis. O que ninguém sabe é que, de repente, ela ganha um aliado: o som, e ele se torna sua principal arma. Ao seu lado, segue também um belo e revolucionário minerador, um amigo de infância há muito afastado em função do sistema de castas. Os dois embarcam em uma jornada grandiosa, deixando a montanha para chegar ao vale de Beiguo, onde uma surpreendente verdade mudará suas vidas para sempre. Fei não demora a entender quem é o verdadeiro inimigo, e descobre que não se pode controlar o coração.

Silêncio nos conta a história de Fei, uma jovem que mora em um vilarejo onde todos são surdos e o motivo ninguém sabe, ninguém se que lembra qual foi a última geração que um dia escutou algo por ali e em torno disso surgiram muitas lendas e histórias para tentar explicar o porque todos ali são incapazes de escutar. 

Nessa montanha, a sociedade mora é dividida entre os artistas e os mineiros, e a população sobrevive por meio de uma troca de minérios por mantimentos com uma cidade próxima.  Fei e sua irmã são artistas, elas retratam o que acontece no vilarejo e com isso Fei começa a perceber que a fome passa a assolar a cidade, aliada a uma cegueira repentina que passa a atingir a população, inclusive sua irmã.

Essa onda de cegueira que atinge os moradores faz com o que a produção de minério despenque e com pouco material para trocar por mantimentos a população começa a sofrer com a fome e uma crise se instala na vila. Com tudo isso acontecendo, Fei se vê obrigada a tomar uma atitude e para isso vai precisar desrespeitar algumas lei se quiser ajudar seu povo, para ajuda-la nessa aventura surge um novo aliado, o som. 



De cara já se percebe a originalidade do livro, no entanto eu diria que ela foi pouco aproveitada. Comecei a leitura sem grandes expectativas, pois apesar de adorar a Richelle Mead em Academia de Vampiros e Georgina Kincaid, eu não gostei muito dos outros livros que li da autora. 

Como dito anteriormente, o enredo é bem original e diferente de tudo o que eu já tinha lido, mas foi prejudicado por um inicio lento e arrastado, demorei séculos para engrenar na leitura e quando eu comecei a gostar da história, parece que tudo foi acontecendo rápido demais. 

A narrativa é feita em primeira pessoa e teve que ser muito bem trabalhado pela autora, pelo fato das pessoas serem mudas, o livro não diálogo, é feita somente com o que a Fei é capaz de ver e por meio da linguagem de sinais. 

O ponto mais bacana do livro foi a inserção na cultura asiática que foi bem interessante e descritiva o que mostra o cuidado com o trabalho de pesquisa da autora. É uma cultura linda e amei ter conhecido tudo isso. 



Os personagens também não me pegaram de jeito, apesar de ter gostado do romance, essa relação fica completamente como coadjuvante se comparada a relação entre Fei e sua irmã, que também foi uma das coisas mais legais do livro, eu como tenho uma relação maravilhosa com meu irmão, me identifiquei muito. 

O final foi sensacional, mas poderia ter tido umas boas páginas a mais para que não ficasse tão corrido. Foi um início difícil, mas ao longo do livro foi impossível não roer as unhas de tanta curiosidade pelo que viria a acontecer e para saber os motivos por trás da cegueira e da surdez. 

Livro bacana e recomendo bastante para quem assim como eu gosta de um livro que mistura aventura, romance e uma boa dose de mitologia. A capa é maravilhosa e o trabalho de edição e diagramação também ficou ótimo.