Resenha - O caderninho de desafios de Dash & Lily - David Levithan e Rachel Cohn.

Edição: 1
Editora: Galera Record
ISBN: 9999093377223
Ano: 2016
Páginas: 255
O mais novo livro de David Levithan, autor de Will & Will e Todo dia. Lily sente que chegou a hora de se apaixonar. Para achar sua cara-metade, ela vai contar com a ajuda do irmão, que ajuda a garota a criar uma série de tarefas num caderno vermelho. Quem o encontrar, em meio às prateleiras da mais caótica livraria de Manhattan, deve aceitar ou não seu desafio. Dash, um lobo solitário, encontra o moleskine em sua livraria predileta, e os dois ousam trocar sonhos, desafios e desejos nas páginas do caderninho que será achado e perdido sucessivamente nos mais diferentes locais da cidade.


Inicialmente conheceremos Dash, 16 anos, um jovem solitário, recluso que não gosta de natal ou datas festivas, os pais são separados então ele não tem motivo para festas ou comemorações evita socializar com os familiares e conhecidos. E como a história se passa no natal, Dash não está nada feliz. Mas ele tem motivos para ficar, Dash engana os pais e tem a casa para si. 

Em uma visita a sua livraria predileta ele encontra um caderninho, não um caderno qualquer, mas que contém desafios. Cabe a ele realiza-los ou não. Logo em seguida conhecemos Lily, 16 anos, a responsável pelo caderninho. Ela acredita ser uma ótima maneira para encontrar alguém, a pessoa certa. Na adolescência quem nunca desejou encontrar um namorado? 

[...] Deixarei algumas pistas para você. Se as quiser, vire a página. Se não, coloque o caderninho de volta na prateleira, por favor. [...]

Identifiquei-me logo de cara com o Dash do que a Lily. Assim como ele prefiro passar despercebida na multidão, só socializa quando realmente necessário tipo festa de família que você não consegue escapar. Ele é aquele nerd descolado utiliza-se de um vocabulário um tanto rebuscado, palavras diferentes e olha, nesses momentos tive que pausar a leitura e dá uma pesquisada, pois são termos que não usamos com frequência no dia a dia. 

Diferente de Lily que ama o natal, extrovertida, adora ter a família por perto. Em algumas situações narradas pela própria Lily percebi que ela diferente do Dash apresentava um jeito um pouco infantil para a idade, não sei se pelo fato de ser a querida dos pais e avô. Isso não me incomodou muito, mas foi perceptível. Mas o que eles possuem em comum? Os dois amam desafios e livros. 

Os capítulos são narrados em primeira pessoa pelos dois, tendo as suas visões e pensamentos dos fatos. Para minha pessoa a narrativa do Dash foi mais direta, ele não fazia tantas divagações como Lily. Os desafios foram os pontos altos do livro, diverti-me com a imaginação e inspiração dos dois. Algumas os dois amavam outras eles indagavam se continuariam com os desafios. 

O caderninho aproximaram os dois, antes desconhecidos agora amigos e confidentes. E os amigos do Dash e familiares da Lily foram o lado divertido e engraçado do enredo. Através do caderno os autores trataram de temas como primeiro amor, mudanças, crescimento pessoal, o caderno os levou a refletirem sobre o natal e sobre si mesmo. Seus medos, suas crenças, os conflitos familiares. Eles lhe ajudaram de alguma forma, não foram meros desafios. 

Em O caderninho de Dash & Lily vivenciamos essa fase, a adolescência, os anseios, a “pressão” de não ter um namorado, o que é o caso da Lily, ter pessoas induzindo ou questionando você. Cuidado com o que você idealiza ou espera de alguém, pode ser que ela não seja aquilo que você imagina ou deseja. 

É uma história divertida, leve, uma boa pedida para quem deseja sair de uma ressaca literária. Incomodou foi o fato de o livro ter folhas brancas, como eu tenho problemas de visão só foi possível ler o livro durante o dia para não forçar minha vista. Mas devo dizer que Nick & Norah, uma noite de amor e música continua sendo minha história predileta escrita pelos autores.




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