Resenha - Corte de Névoa e Fúria - Sarah J. Maas

Ano: 2016 / Páginas: 658
Idioma: português
Editora: Galera Record

O aguardado segundo volume da saga iniciada em Corte de espinhos e rosas, da mesma autora da série Trono de vidro Nessa continuação, a jovem humana que morreu nas garras de Amarantha, Feyre, assume seu lugar como Quebradora da Maldição e dona dos poderes de sete Grão-Feéricos. Seu coração, no entanto, permanece humano. Incapaz de esquecer o que sofreu para libertar o povo de Tamlin e o pacto firmado com Rhys, senhor da Corte Noturna. Mas, mesmo assim, ela se esforça para reconstruir o lar que criou na Corte Primaveril. Então por que é ao lado de Rhys que se sente mais plena? Peça-chave num jogo que desconhece, Feyre deve aprender rapidamente do que é capaz. Pois um antigo mal, muito pior que Amarantha, se agita no horizonte e ameaça o mundo de humanos e feéricos.

Essa com certeza foi uma das resenhas mais difíceis que eu tive que escrever na vida. Eu amo a Sarah J. Maas e quando ela lançou o primeiro livro dessa série eu tinha certeza absoluta que ela se superaria e não fui decepcionada. Trono de vidro sempre foi minha série preferida de fantasia, mas depois desse segundo livro da série Corte de Espinhos e Rosas ( me recuso a chamar de ACOTAR), eu mudei drasticamente minha opinião.  

O final do primeiro livro já foi algo surpreendente, mas o que Sarah fez com esse livro foi inacreditável, o enredo da um reviravolta tão grande que eu duvido alguém não se apaixonar por essa série. 



Toda a ambientação do enredo é mágica, é tão descritivo, com riqueza de detalhes, que eu posso imaginar perfeitamente as cenas passando aos meus olhos e só conseguia desejar uma série na netflix. 

Nesse livro, Feyre surge como a quebradora da maldição, a jovem que morreu nas mãos de Amarantha e foi ressuscitada pelos Grão-Féricos, justamente por isso Feyre herda poderes iguais aos de cada um dos sete Grão-Féricos. Ninguém sabe como isso é possível, mas sabe que esses poderes estão fora de controle, Feyre não consegue administrar quando os poderes devem ou não se manifestar e ela vai precisar de ajuda.

Como se não bastasse ela ainda precisa cumprir o acordo que fez com Rhys, que nesse momento de dificuldade provará ser um grande amigo para Feyre, já que Tamlin recusa-se a ajuda-la com os novos poderes adquiridos. 



Um novo mal surge no reino e Feyre precisará estar preparada caso queira proteger aqueles que ama.

Não sei se é uma grande surpresa, mas desde o primeiro livro eu já gostava do Rhys e tinha certeza que ele seria um personagem chave nessa continuação e eu estava certa. Talvez ele seja o melhor personagem da série até agora, cheio de mistérios e dotado de um poder de sedução incrível. Mas o principal é que ele entende o que Feyre esta passando e é o único que se dispõe a ajuda-la com seus poderes.

Tamlin muda completamente do primeiro livro pra esse e se torna um prego, foi difícil suportar tanta chatice em um só personagem. Feyre em alguns momentos é irritante, como no primeiro livro, mas o fato dela ser tão destemida e singular supera tal fato. 

Em resumo, o livro não só apresenta personagens incríveis e uma ambientação fantástica, mas um enredo viciante e singular, original. O final foi enlouquecedor, ainda mais angustiante que o final do primeiro livro, quando eu terminei fiquei sem chão e bateu aquela ressaca literária já tão conhecida. 

Sem dúvida alguma é o melhor livro de fantasia que você respeita. 

Para quem no primeiro livro ficou com dúvidas se a série seria boa, pode se jogar nessa continuação que não vai se arrepender. Mas sinto dizer que ainda teremos uma boa caminhada pela frente, já que a autora disse que virão mais seis livros por ai. 

A capa é linda e combina plenamente com o livro. Revisão e edição da editora impecáveis. 

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