Resenha - A Fúria e a Aurora - Renée Ahdieh

Ano: 2016 / Páginas: 336
Idioma: português
Editora: Globo Alt

Personagem central da história, a jovem Sherazade se candidata ao posto de noiva de Khalid Ibn Al-Rashid, o rei de Khorasan, de 18 anos de idade, considerado um monstro pelos moradores da cidade por ele governada. Casando-se todos os dias com uma mulher diferente, o califa degola as eleitas a cada amanhecer. Depois de uma fila de garotas assassinadas no castelo, e inúmeras famílias desoladas, Sherazade perde uma de suas melhores amigas, Shiva, uma das vítimas fatais de Khalid. Em nome da forte amizade entre ambas, Sherazade planeja uma vingança para colocar fim às atrocidades do atual reinado. Noite após noite, Sherazade seduz o rei, tecendo histórias que encantam e que garantem sua sobrevivência, embora saiba que cada aurora pode ser a sua última. De maneira inesperada, no entanto, passa a enxergar outras situações e realidades nas quais vive um rei com um coração atormentado. Apaixonada, a heroína da história entra em conflito ao encarar seu próprio arrebatamento como uma traição imperdoável à amiga. Apesar de não ter perdido a coragem de fazer justiça, de tirar a vida de Khalid em honra às mulheres mortas, Sherazade empreende a missão de desvendar os segredos escondidos nos imensos corredores do palácio de mármore e pedra e em cenários mágicos em meio ao deserto.
Eu ganhei esse livro da minha melhor amiga Carolzinha, mas confesso que enrolei pra ler quando soube que a continuação estava chegando.

Sou completamente apaixonada com a cultura Árabe e mal podia esperar a hora de ler esse livro e não me decepcionei em nada. 

A Fúria e a Aurora é um livro maravilhoso, original e cheio de surpresas, essa foi uma leitura completamente surpreendente e marcante. O livro conta a história de Sherazade e Khalid, o rei de Khorasan. Khalid desposa uma noiva todas as coisas e ao amanhecer ele a degola. Shiva, a melhor amiga de Sherazade foi a eleita para se casar com Khalid e amanheceu morta, para vingar a morte de sua amiga, Sherazade se voluntaria para casar com o rei.

Noite após noite ela conta histórias para o rei e o seduz, sempre buscando adiar a sua morte, para que ela possa descobrir um jeito de mata-lo. O que ela não esperava era que fosse se apaixonar pelo homem que matou tantas pesosas. 



Eu não esperava que fosse gostar do rei, mas fiquei encantada com ele no primeiro momento e sempre soube que tinha muito mais por trás da história de assassino. Khalid é incrível e certamente um dos melhores personagens masculinos, todo o ar de mistério que o envolve, sua delicadeza e a paixão que vive nele, a força que ele tem para proteger aqueles que ama. 

Sherazade é outra personagem que me deixou encantada, é raro encontrar mocinhas tão determinadas como ela e tão leal a quem ama, gosto como ela não mede esforço para fazer o que tem que fazer. 

Renée introduz muito bem a cultura árabe e foi um imenso prazer fazer essa leitura, eu amo conhecer nova culturas, lendas e histórias tão misticas. 

Graças a Deus que eu resolvi ler esse livro só quando tivesse a continuação em mãos, porque sinceramente eu fiquei desesperada quando terminei esse livro, a ansiedade pela continuação foi tensa e logo engatei a leitura da continuação. 

Adorei muitos personagens secundários e acho que a autora poderia lançar spin off contando a história de outros personagens que com certeza merecem um livro só pra eles. 

A capa do livro é linda e o trabalho da editora Globo ficou impecável. Recomendo muito esse livro para qualquer pessoa mesmo. 


Lançamentos ROCCO


Oi pessoal!!!
Hoje, trago para vocês, alguns lançamentos dos selos da Editora ROCCO.
Aproveitem para adicionar no Skoob, é só clicar na capa que serão direcionados! ;)

Resenha - Ligeiramente Perigosos - Mary Balogh

Ano: 2017 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Aos 35 anos, Wulfric Bedwyn, o recluso e frio duque de Bewcastle, está ávido por encontrar uma nova amante. Quando chega a Londres, os boatos que correm são os de que ele é tão reservado que nem a maior beldade seria capaz de capturar sua atenção. Durante o evento social mais badalado da temporada, uma dama desperta seu interesse: a única que não tinha essa intenção. Christine é impulsiva, independente e altiva – uma mulher totalmente inadequada para se tornar a companheira de um duque. Ao mesmo tempo, é linda e muito, muito atraente. Mas ela rejeita os galanteios de todos os pretendentes, pois ainda sofre para superar as circunstâncias pavorosas da perda do marido. No entanto, quando o lobo solitário do clã Bedwyn jura seduzi-la, alguma coisa estranha e maravilhosa acontece. Enquanto a atração dela pelo sisudo duque começa a se revelar irresistível, Wulfric descobre que, ao contrário do que sempre pensou, pode ser capaz de deixar o coração ditar o rumo de sua vida. Em Ligeiramente Perigosos, o sexto e último livro da série Os Bedwyns, Mary Balogh conclui a saga desta encantadora família em uma trama repleta de cenas sensuais, tiradas espirituosas e personagens à frente de seu tempo. Ao unir um homem e uma mulher tão diferentes, ela mostra que o resultado só poderia ser um par perfeito.
Desde o primeiro livro da série Os Bedwyns eu já estava ansiosa demais pelo livro do Wulfric e graças ao Senhor não me decepcionei em nada. 

Como dito, Ligeiramente Perigosos conta a história de Wulfric Bedwyn, o duque de Bewcastle, um homem turrão, frio, de nariz em pé e que coloca medo em qualquer um só com o levantar de sobrancelhas. Wulfric é um duque reservado e raramente comparece a eventos sociais, até que um dia ele resolve ir a um evento que vai durar duas semanas e lá conhece Christine.

Christine é uma viúva, filha de um falecido professor da região e leva uma vida bem simples. Sua amiga Melanie a convida para uma festa em sua propriedade, festa em que ela conhece Wulfric. Christine é muito alegre e extrovertida, porém sempre capaz de atrair desastres para si e se metendo em muitas confusão. 

Wulfric fica curioso com Christine e descobre que sente uma enorme atração por ela, mas Christine não se deixará seduzir tão fácil. 

AMEI! É a primeira coisa que eu posso dizer desse livro, eu sempre soube que Wulfric iria me surpreender e ele o fez. Amo como ele é mal humorado, turrão e cheio de ironias, os diálogos dele sempre eram os melhores do livro, me peguei dando altas risadas no meio da madrugada. 



Mary Balogh conseguiu criar a mulher perfeita para Wulfric, alguém capaz de não se intimidar pelo seu olhar frio e por sua personalidade difícil de lidar.

Christine é uma mulher de personalidade muito forte, mas as vezes ela chega a ser irritante de tão teimosa, o que não impediu de Wulfric de continuar insistindo com ela. Gostei de como o romance surge entre eles, aquela troca de olhares de desperta curiosidade, as conversas, as caminhadas a sós, tudo vai surgindo de maneira bem calma e real. 

Christine esconde de todos o que aconteceu no seu passado e Mary só nos revela os segredos bem para o final do livro e gostei disso. Contudo, eu já desconfiava o que era que Mary tentava esconder e na verdade essa previsibilidade não me deixou chateada, acho que o livro não poderia ter tido outro caminho a não ser o que tomou.



Ligeiramente Perigosos tem uma narrativa deliciosa, assim como todos da série e acho que isso foi o que me fez ficar tão apaixonada pelas coisas que a Mary escreve, foi muito feliz poder rever todos os personagens dos livros anteriores, é muito personagem incrível pra uma série só e a família dos Bedwyn com certeza é uma das melhores famílias literárias. 

A série foi finalizada com sucesso fica como um dos meus romances de época preferidos. A título de comparação esse foi o meu livro preferido da série, ao lado de Ligeiramente Escandalosos. 

Recomendo muito o livro e só tenho a agradecer a editora pelo belíssimo trabalho com a tradução, revisão, diagramação e pela capa linda. Sentirei falta dessa família tão aconchegante. 





Top 3 - Professores Inesquecíveis









O Top 3 de hoje vai ser pra falar de professores que conhecemos nos livros e que se tornaram inesquecíveis pra gente. Eu vou confessar que tive um pouco de dificuldade em escolher, tem muitos professores que eu amo, mas como eram só três eis aqui a minha lista. 

Will - Métrica



O terceiro lugar fica com o Will da série Slammed da Colleen Hoover. Will é um personagem apaixonante e toda essa coisa de recitar poesia é muito doce, amo o fato dele ter passado por tantas coisas ruins e mesmo assim se manter com a cabeça erguida, por ele cuidar tão bem do irmão, por amar tanto Layken e por respeitar as coisas. 

É claro que todo mundo toma atitudes ruins, mas eu compreendi que ele tinha motivos para isso e o modo como ele vai consertando as coisas é bem louvável. Will na maioria da vezes pratica atos lindos e acho que tudo isso me fez coloca-lo na lista.

Minerva Mcgonagall 










Vou ter que dizer que eu queria muito selecionar um professor de Hogwarts e fiquei com muita dúvida entra qual escolher. Mas optei por Minerva, por ser uma mulher tão forte e disposta a arriscar tudo pelo bem das pessoas, ela é uma excelente profissional, parece durona, mas no fundo é um amor de pessoa. 

MANO!!! Ela levantando a varinha e partindo pra cima do Snap é a melhor cena EVER! Outra cena que amo é quando ela solta o feitiço Piertotum Locomotor pra convocar os guerreiros de Hogwarts. Sério, essa mulher é épica. 

"Ele vai ser famoso, uma lenda. Eu não me surpreenderia se o dia de hoje ficasse conhecido no futuro como o dia de Harry Potter. Vão escrever livros sobre o Harry. Todas as crianças no nosso mundo vão conhecer o nome dele!"

Daniel Daniels - Sr. Daniels 


Por fim, mas nunca menos importante! O meu professor preferido de todos os tempos, de todas as vidas, de todas as leituras. Daniel Daniels <3 o protagonista do meu livro preferido. O cara já perdeu todas as pessoas que mais amava, tem uma vida super problemática e ainda assim é o cara mais maravilhoso da face. 

Manas, o rapaz é músico, gentil, lindo, sedutor e ainda sabe de cor falas dos livros de Shakespeare, veja só se isso não é um senhor homem. Ele me lembra muito o Will de métrica, só que com muito menos pudor, que é o que a gente gosta. hahahaha! Mais perfeito do que esse cara é impossível 


E por hoje é isso, alguém já leu algum dos livros ou conhece os personagens?

Resenha - Quando a Bela domou a Fera - Eloisa James

Ano: 2017 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos. Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Quando a Bela domou a Fera conta a história de Linnet e Piers, o conde de Marchant. 

Linnet é uma das moças mais lindas da sociedade londrina e desperta o interesse de todos os homens, seu pai esta sempre recebendo muitas propostas de casamento por ela, até que tudo muda quando ela é flagrada beijando um príncipe e todos começam a dizer que ela espera um filho. Com o nome na boca do povo, a reputação de Linnet esta arruinada e ela precisa arrumar um marido o quanto antes. É então que sua tia aparece com a ideia de Linnet se casar com o conde de Marchant.

Piers é um médico bem mal humorado, que não fala com o pai, um duque super apegado ao título e que foi abandonado pela mãe de Piers há muitos anos atrás. Piers não fala com o pai desde que sofreu um acidente que o deixou deficiente na perna, desde então Piers tem um temperamento terrível e assusta todos a sua volta, justamente por isso ele ficou conhecido como A Fera. 



Linnet chega até o castelo do conde disposta a conquistá-lo em duas semanas, mas ao conhece-lo ela vai perceber que a tarefa pode ser um pouco árdua. 

Vou ter que admitir que eu não estava muito confiante nesse livro, o mercado está tão saturado de romances de época e tanta coisa tão semelhante que eu comecei essa leitura apenas por me identificar com o gênero, mas eu não esperava encontrar o que eu encontrei. 

Ao invés de um "mais do mesmo" encontrei uma narrativa incrível e personagens singulares. Fiquei apaixonada por Piers e seu mau humor, adoro personagens mal humorados, eles deixam os diálogos muito mais divertidos. 

Linnet é uma mocinha muito engraçada, petulante e de língua afiada, do tipo que não leva desaforo para casa, ela fala o que pensa, mesmo que isso possa mete-la em maus lençóis. Amei o fato dela saber lidar perfeitamente com o humor de Piers e isso fez o casal ser tão complementar e apaixonante. Gostei de como as coisas vão surgindo entre os dois e como eles aproveitam as oportunidades. 

Amei a escrita da Eloisa James e fiquei muito surpresa com a maneira que ela conduz a narrativa, gente a leitura desse livro foi muito maravilhosa, muito fácil, gostosa de ler e em poucas horas dá pra terminar. Já estou ansiosa demais por mais livros da autora. 



 Eu vi algumas críticas quanto a tradução de algumas palavras do livro e sinceramente, você precisam arrumar outra coisa para reclamar, quem lê romances de época sabe que grande parte deles tem sim palavras chulas e só agora que vocês resolveram se incomodar? Vocês sinceramente acreditam mesmo que naquela época ninguém usava palavra de baixo calão? Muito juvenis vocês. 

Essa série da Eloisa James foi inspirada nos contos de fada e como você deve ter percebido esse livro é uma espécia de releitura de A bela e a fera, mas não pense que vai encontrar muito coisa igual, somente algumas referências. Contudo, o enredo desse livro é fantástico e eu realmente fui muito surpreendida com essa leitura que superou todas as minhas expectativas. 

A capa é bonita e eu gostei da diagramação e da revisão. A editora Arqueiro como sempre nos apresenta um trabalho impecável. 

Para quem ama romances de época, mas assim como eu esta saturado com o tanto de livro igual no mercado, pode se jogar nesse leitura que ela vai te dar um novo ânimo para continuar a amar o gênero. 






Resenha - A Caminho do Azul Sereno - Veronica Rossi

Ano: 2017 / Páginas: 352
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores

No derradeiro capítulo da trilogia Never Sky, sucesso da brasileira radicada nos EUA Veronica Rossi, Aria e Perry estão determinados No derradeiro capítulo da trilogia Never Sky, sucesso da brasileira radicada nos EUA Veronica Rossi, Aria e Perry estão determinados a encontrar o Azul Sereno, o último refúgio contra as tempestades de éter, cada vez mais constantes no mundo em que vivem. Mais do que o amor proibido que os mantém ligados, eles precisam unir Forasteiros e Ocupantes se quiserem sobreviver, e salvar a vida daqueles que amam. Sem escolha e determinados a permanecerem juntos, contra todas as probabilidades, os dois protagonistas partem para a mais perigosa de suas aventuras, que não só colocará à prova seu amor, coragem e capacidade de liderança, como também exigirá grandes sacrifícios. Será que eles estão preparados para a jornada A caminho do Azul Sereno?
A Caminho do Azul Sereno é o último livro da trilogia Never Sky, de Veronica Rossi. A série é uma distopia que fala sobre um mundo que vive sob o domínio do éter, uma energia poderosa que controla os céus e destrói tudo que toca; a sociedade é dividida entre os Ocupantes (que vivem dentro de núcleos) e os Forasteiros (que vivem a céu aberto) e é controlada por um governo autoritário, corrompido pelo poder. Mas acredita-se que exista um lugar livre do éter, chamado Azul Sereno, e é nisso que o terceiro e último livro vai trabalhar.



Ária e Perry estão decididos a encontrar o Azul Sereno, mas a busca por algo que eles sequer sabem se realmente existe pode ser mais difícil do que imaginavam. Para alcançar seus objetivos, eles precisam um do outro, só que acima de tudo precisam unir os Ocupantes e os Forasteiros. Mas os obstáculos são inúmeros e a aventura deles vai se tornando cada vez mais complicada... Será que eles conseguirão enfrentar os perigos e fazer os sacríficos necessários para encontrar o Azul Sereno?

Diferente do livro anterior, A Caminho do Azul Sereno não aprofunda muito no universo da trilogia... Ele sai tentando fechar todas as pontas soltas, mas em compensação tem bastante conflitos e muita ação, o que torna a leitura muito fácil de pegar ritmo. Já entre os personagens, percebemos que Ária é a que mais evolui nessa conclusão. Ela se mostra uma personagem forte e confiante, sem medo de se arriscar! Perry continua maravilhoso como sempre, mas não tem muito mais aprofundamento.



Eu achei o livro um ótimo final para a trilogia. Ele trabalha bastante não só os conflitos do momento, mas também fecha o que a autora deixou em aberto e mexe também com essa divisão social e o governo. Realmente foi um final digno, mas ainda poderia ter um pouco mais de páginas já que tem uma trama envolvente e faz a gente querer mais. 

A escrita da autora é ainda melhor nesse final. Ela sempre foi simples e boa, mas nesse desfecho ela está incrível! O ritmo é maravilhoso, não tem enrolação e é cheio de ação, reviravoltas e muitas descobertas. Adoro livros assim!



A trilogia Never Sky é muito boa, no geral. Quem gosta de distopia, com personagens bem desenvolvidos e carismáticos, enredo marcante e ótimos conflitos, vai adorar a leitura. Super recomendo!

Todos nós temos potencial para fazer coisas terríveis, Soren. Mas também temos potencial para superar nossos erros.

Resenha - Sob Um Milhão de Estrelas - Chris Melo


Ano: 2017 / Páginas: 320
Idioma: português
Editora: Fábrica 231

Alma Abreu está prestes a lidar com um inventário e uma série de histórias de um passado tumultuado que pertence mais aos seus pais do que a ela mesma. Mas este parece o menor de seus problemas no momento. Passar alguns dias na pacata Serra de Santa Cecília veio bem a calhar para a jovem médica, após um incidente no hospital que a deixou sem chão. Ela só não esperava se envolver tanto com a pequena cidade – e com o prestativo vizinho da charmosa casa que sua avó lhe deixou, além de um animado grupo de amigas, filhas das melhores amigas de sua mãe –, a ponto de pensar em deixar sua vida em São Paulo para trás. Será que a vontade de ficar é apenas medo de enfrentar seus problemas? Mas como voltar à velha rotina depois de tudo o que descobriu e viveu em Serra? Em seu segundo romance pela coleção

Após a morte da avó que nunca conheceu, Alma descobre que recebeu toda a herança, incluindo a casa onde ela morava, no interior. Alma é médica e, após alguns acontecimentos no trabalho, ela decide se afastar um pouco e vai até a cidade onde sua avó morava para resolver tudo relacionado à herança e aproveitar para acalmar a mente e também descobrir mais do passado que a mãe dela tenta tanto esconder.

Do outro lado, está Cadu. Depois de uma decepção amorosa, ele resolveu se mudar para o interior e recomeçar a vida; vendeu seu apartamento na cidade grande e se tornou dono de um bar em sua nova cidade, além de trabalhar como professor. Tudo que Cadu queria era ter paz para conseguir superar tudo o que aconteceu, mas ele não esperava que Alma acontecesse na sua vida.


Logo os dois se conhecem e a atração e conexão deles é inevitável e espontânea, mas da mesma forma que Cadu não esperava gostar de alguém tão cedo, Alma não esperava se envolver tanto com a cidade e o tempo dela ali não é grande. Mas como voltar à sua antiga rotina depois de tudo e, principalmente, depois de Cadu?

Para quem não sabe, Sob Um Milhão de Estrelas é uma "sequência" de outro livro da Chris: Sob A Luz dos Seus Olhos, no qual Cadu é um personagem secundário. Os livros podem serem lidos separadamente, já que possuem histórias e protagonistas diferentes, mas eu sugiro que Sob a Luz seja lido primeiro.


E preciso dizer que gostei demais de a Chris ter escrito uma história para o Cadu. Eu gostei bastante dele no primeiro livro e poder saber o que aconteceu com ele depois foi maravilhoso. E, admito, gostei mais de ter o Cadu como protagonista, então sim, eu gostei mais desse livro do que do primeiro (e olha que li os dois em sequência!).

Mas, acima de tudo, eu amei a leitura. A Chris manda muito bem mesmo e tanto o enredo quanto os personagens, os conflitos, o romance... eu me encantei com tudo e fiquei com vontade de ler mais livros dela. Além disso, a escrita dela é muito gostosa, fácil de virar as páginas... Eu comecei a ler e mal percebi já tinha lido umas 100 páginas (isso pra mim é muita coisa!).

Eu me apaixonei pela Alma; ela é uma mulher incrível, que consegue ser forte e ao mesmo tempo frágil e que tem uma personalidade marcante, do tipo que não dá pra esquecer. Já o Cadu... Não tenho palavras para descrever como eu adorei a forma que a Chris melhorou o Cadu nesse livro, em diversos aspectos. Ele se tornou um dos meus personagens preferidos da vida, sério. E nem preciso comentar nada do romance, preciso? É lindo, nada forçado e do tipo que faz o leitor suspirar <3


Só que Sob Um Milhão de Estrelas não fala apenas sobre amor, mas também sobre perda, sobre culpa, sobre perdoar a si mesmo e sobre se permitir ser feliz. É uma leitura carregada de emoções e lições para se levar para a vida. 

Eu queria poder dizer que favoritei o livro, de verdade, mas não favoritei. Romances não são meu forte e é muito difícil eu favoritar algum, mas eu realmente amei a leitura e dei a nota máxima, porque a Chris realmente escreveu um livro incrível e conseguiu conquistar mais um leitor.

Leitura mais que recomendada!





Resenha - Pela Noite Eterna - Veronica Rossi


Ano: 2016 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores
Ambientada 300 anos após uma catástrofe que devastou a Terra, num mundo dominado por um governo autoritário disposto a manter o poder a qualquer preço, a trilogia Never Sky acompanha a saga da jovem Aria, ex-moradora de Quimera, um núcleo de civilização protegido por um domo e sem qualquer contato com o mundo exterior, e Perry, considerado um Forasteiro. Se no primeiro volume da série, Sob o céu do nunca, os destinos dos jovens se cruzam numa improvável (e perigosa) aliança pela sobrevivência, agora, em Pela noite eterna, eles anseiam por um reencontro. Mas muitos obstáculos e algumas armadilhas se impõem no caminho dos dois. Fantasia, ação, ficção científica e uma história de amor inesquecível fazem da série de Veronica Rossi um mundo perigoso e cruel, mas ao mesmo tempo belo e digno da tradição de sagas como Jogos Vorazes e Divergente.

PODE CONTER SPOILER

Em Pela Noite Eterna, acompanhamos a continuação da história de Ária, uma garota que vive num mundo hostil dominado pelo éter. O livro começa algum tempo após o final do primeiro, Sob O Céu do Nunca. Nessa continuação, Ária parte em busca do Azul Sereno, um lugar "a salvo" do éter, para salvar a vida daqueles que ela ama.


Quem já leu o primeiro livro e gostou da leitura, com certeza vai gostar desse. A autora consegue manter o ritmo da narrativa e ainda aprofundar bastante em alguns pontos, como a amizade de Ária com Roar e os sentidos e habilidades da personagem. 

Por outro lado, Perry ainda está se adaptando como novo Soberano de Sangue dos Marés e os dois estão um pouco separados nesse livro, o que tira um pouco do romance da história. Eu não vi isso como um ponto negativo... achei que foi bom para a autora trabalhar melhor os personagens e nos mostrar mais deles, e foi o que aconteceu. Gostei mais dos personagens nessa continuação do que no primeiro livro, eles amadureceram muito!



O livro foca bastante na forma como os protagonistas enfrentam os obstáculos e tomam as decisões que vão afetar no destino deles e eu gostei muito disso. Além de tudo, o livro tem boas doses de ação e aventura, mas também consegue ser divertido. A escrita da autora é simples, mas me prendeu e não perdeu ritmo até o final.



Em suma, o livro superou minhas expectativas, pois conseguiu ser melhor que o primeiro. Ele tem muita ação e melhorou consideravelmente o enredo e o universo geral da série, tanto por se aprofundar mais nos personagens já conhecidos e acrescentar novos, quanto por trabalhar bem a trama de fundo. O final é muito bom e já me deixou querendo ler o último!


Caixinha de Correio - #1 - Março

Oi gente.

Eu sei que vários de vocês acompanham as nossas redes sociais e acabam vendo as fotos das coisinhas que eu vou recebendo, mas como eu nunca mostro tudo junto, mostro sempre uma foto por dia, acaba que as vezes eu demoro bastante e ultrapassa o mês do produto recebido.

Dessa forma, eu resolvi mostrar aqui no blog, todo começo de mês, em uma postagem única, tudo o que eu recebi último mês.

A maioria dos livros eu comprei na promoção do dia das mulheres da saraiva. De cortesia eu recebi O sol também é uma estrela, Quando a Bela domou a fera, A rosa e a adaga e Espinho de Ferro

Vamos lá?



















Resenha - O Sol também é uma estrela - Nicola Yoon

Ano: 2017 / Páginas: 288
Idioma: português
Editora: Arqueiro

Natasha: Sou uma garota que acredita na ciência e nos fatos. Não acredito na sorte. Nem no destino. Muito menos em sonhos que nunca se tornarão realidade. Não sou o tipo de garota que se apaixona perdidamente por um garoto bonito que encontra numa rua movimentada de Nova York. Não quando minha família está a 12 horas de ser deportada para a Jamaica. Apaixonar-me por ele não pode ser a minha história. Daniel: Sou um bom filho e um bom aluno. Sempre estive à altura das grandes expectativas dos meus pais. Nunca me permiti ser o poeta. Nem o sonhador. Mas, quando a vi, esqueci de tudo isso. Há alguma coisa em Natasha que me faz pensar que o destino tem algo extraordinário reservado para nós dois. O Universo: Cada momento de nossas vidas nos trouxe a este instante único. Há um milhão de futuros diante de nós. Qual deles se tornará realidade?

 O sol também é uma estrela conta a história de Natasha e Daniel. Natasha é uma Jamaicana que mora nos Estados Unidos desde os oito anos de idade, mas seu pai foi flagrado dirigindo bêbado e ela e sua família serão deportados. Daniel é filho de pais coreanos e mal aguenta a pressão da família para que ele passe em uma boa faculdade como o irmão e se torne médico. Em um dia importante o destino dos dois se encontram. 



Antes mesmo desse livro sair eu vi inúmeros elogios e muitas resenhas positivas e por isso comecei a leitura com grandes expectativas e acho que por isso acabei me decepcionando um pouco. 

A narrativa é intercalada entre Natasha e Daniel, mas a cada vez que aparece um personagem secundário, a autora cria um capítulo para esse determinado personagem. Primeiramente eu já comecei me perdendo no livro, não consegui acompanhar o ritmo de entrar vários personagens do nada, e para apenas um capítulo. Achei meio desnecessário esse monte de capítulo de personagens que não acrescentavam muito ao enredo. 

Fiquei empurrando a leitura do livro até por volta da página cem, quando eu comecei a achar que o enredo ficou interessante. Também não gosto de livros que se passam em um único dia, é praticamente não aproveitar a história. 

O enredo é bem legal, uma história bacana que tinha tudo para ser melhor aproveitado, mas não foi. Infelizmente o livro não funcionou comigo. 



Talvez os personagens tenham sido o ponto mais positivo do livro, amei a Natasha e o Daniel, eles são jovens que se aproximam muito ao jovem do mundo real, cheios de dúvidas, de problemas para enfrentar e decisões para tomar. 

Fiquei triste sim quando o livro se aproximou do final, era praticamente impossível não se deixar emocionar pela história de Natasha e pelo seu romance com Daniel. O final foi até legal e condizente com a história, mas não foi nada do que eu esperava. 

A narrativa da autora é envolvente e simples, bem condizente com o gênero do livro que pede uma narrativa mais leve. 

Em suma, esses foram os pontos negativos e positivos que eu percebi nessa leitura. De longe não foi um dos melhores livros que eu li, mas também não foi deixou a desejar, acho que o meu problema foi ter iniciado a leitura com expectativas muito altas.