Resenha - O Livro do Cemitério (O Livro do Cemitério #1 - Edição HQ) - Neil Gaiman e P. Craig Russell


Ano: 2017 / Páginas: 192
Idioma: português
Editora: Rocco Jovens Leitores

Sinopse: Bestseller do The New York Times e premiado com as medalhas Newbery (EUA) e Carnegie (Reino Unido), o romance O livro do cemitério, do cultuado escritor Neil Gaiman, ganha versão em quadrinhos adaptada por P. Craig Russell, parceiro de Gaiman em diversos livros, incluindo a versão em HQ de outro clássico do autor, Coraline. O livro é o primeiro de dois volumes que acompanham a trajetória de Ninguém Owens, ou Nin, um garoto como outro qualquer, exceto pelo fato de morar em um cemitério e ser criado por fantasmas. Cada capítulo nesta adaptação de Russell acompanha dois anos da vida do menino e é ilustrado por um artista diferente, apresentando uma variedade fascinante de estilos que dão ainda mais vida à atmosfera ao mesmo tempo afetuosa e sombria da história.

Este foi meu primeiro contato com alguma obra do autor Neil Gaiman. Tinha muita vontade de ler algo dele e acredite, até tenho alguma coisa dele na minha estante, mas a oportunidade só chegou mesmo quando solicitei O Livro do Cemitério para resenha.
"O cemitério normalmente não é democrático: no entanto, a morte é a grande democracia e cada um dos mortos tinha voz e uma opinião se a criança viva podia ficar".
Por se tratar de uma HQ, a leitura fluiu sem problemas e até fiquei curiosa em algumas partes, mas creio que o livro mesmo - porque este HQ foi adaptado de um livro romance - seja muito mais tentador e gostoso de ler.
Mesmo assim, não posso deixar de dizer que me encantei pela obra. A HQ está linda demais e as ilustrações, belíssimas e condizentes com toda a história.


Logo no começo descobrimos como Ninguém Owens foi parar no cemitério onde é criado por fantasmas e pelo zelador, Silas. No cemitério, só Nin está vivo, todos os demais habitantes estão mortos. Nin tem a liberdade do cemitério e só ali deve ficar. Silas, que é o único que pode sair do cemitério, trás alimento para ele e conta algumas coisas sobre o mundo lá fora. Nin cresce conhecendo e aprendendo de tudo com os fantasmas que ali residem, inclusive um túmulo onde vozes clamam pela volta do Executor.
"É só a morte. Quer dizer todos os meus melhores amigos estão mortos. - Sim, estão. E eles, na maior parte, acabaram para o mundo. Você não. Você está vivo, Nin. Isso quer dizer que tem potencial infinito. Para fazer qualquer coisa, construir qualquer coisa, sonhar qualquer coisa. Se mudar o mundo, o mundo mudará. Potencial. Depois que estiver morto, acabou. Foi-se."
A história é gostosa e trata a morte com doçura e simplicidade. Cada capítulo acompanha dois anos da vida de Nin. Vamos conhecendo-o e vendo-o se tornar um garoto inteligente, imperativo e muito curioso. Este é o primeiro volume de dois e fiquei bem curiosa para conferir o restante da trama.

Para uma primeira vez, acredito que Gaiman tenha me conquistado com a sutileza e leveza que enredou a história de um menino órfão criado por fantasmas em um cemitério. O que poderia ser um livro de terror/horror, acabou se tornando um livro com personagens cativantes em um cenário fantástico que brinca com a realidade.
"Você é um ignorante, neném — disse a srta. Lupescu. — Isso é péssimo. E você está satisfeito em ser ignorante, o que é pior ainda. Repita comigo, existem os vivos e os mortos, existem as criaturas do dia e as da noite, existem ghouls e andarilhos da névoa, existem os caçadores das alturas e os sabujos de Deus. E também os tipos solitários."
Como um todo, o livro me encantou e despertou a criança que havia muito, estava adormecida em mim. Nin é um personagem que logo vira seu amigo e te leva para suas aventuras. Infelizmente achei algumas partes corridas, sem aprofundamento; acredito que seja por se tratar de uma HQ e como não estou acostumada com esse tipo de leitura, não posso dizer que não gostei, apenas que me incomodou um pouco. Claro que vou querer ler o próximo volume e descobrir como essa história acaba. Nin ganhou meu coração com sua simplicidade e Gaiman me conquistou com seus questionamentos sobre estar morto e mesmo assim querer ser vivo.





3 comentários

  1. aaaaaaaaaaaaa q delicia...ja esta esta na lista dos desejados.

    ResponderExcluir
  2. Nunca tive tive contato com HQs, então já estou acrescentando na minha listinha. Acredito ser um bom começo.

    ResponderExcluir

Olá, agradeço pela sua visita. Deixe seu cometário também :D