Resenha: O Jogo do Amor e da Morte - Martha Brockenbrough


Ano: 2017 / Páginas: 304
Idioma: português
Editora: Verus

Sinopse: Marco Antônio e Cleópatra. Helena de Troia e Páris. Romeu e Julieta. E agora... Henry e Flora.Há séculos o Amor e a Morte escolhem seus jogadores. Eles estabelecem as regras, jogam os dados e ficam por perto, prontos para influenciar, em busca da supremacia. E a Morte sempre ganhou. Sempre. Mas pode haver um casal cujo amor realmente mude esse jogo? Flora Saudade é uma garota afro-americana que, de dia, sonha em se tornar aviadora e, à noite, canta nos esfumaçados clubes de jazz de Seattle. Henry Bishop nasceu a alguns quarteirões e milhares de mundos de distância, um garoto branco com o futuro garantido — uma rica família adotiva em meio à Grande Depressão, uma bolsa de estudos para a faculdade e todas as oportunidades do mundo. Os jogadores foram escolhidos. Os dados foram lançados. Mas, quando seres humanos fazem suas próprias jogadas, ninguém pode prever o que acontecerá em seguida. Dolorosamente romântico e brilhantemente imaginado, O Jogo do Amor e da Morte é uma história de amor inesquecível.



Às vezes imaginamos qual é o significado da vida, mas e se formos somente peões de um jogo, onde nós sofremos as consequências da vitória ou derrotas desses jogadores?
Flora e Henry foram os escolhidos para esse jogo: o jogo do Amor e da Morte.
A história se passa na década de 30, e em algumas passagens podemos ver a segregação racial, tirando os direitos dos negros, e mostrando o racismo.
“As crianças da escola de Flora tinham sido posicionadas na parte mais distante da multidão, onde não dava para ver absolutamente nada. Ela não conseguiu deixar de perceber que todas as pessoas brancas estavam nos melhora lugares, e se perguntou se fora o senhor Lindbergh quem tinha pedido para ser assim.”
Neste contexto, vamos conhecer Henry e Flora: Henry é um órfão adotado por uma família rica, um garoto cheio de oportunidades, mas que tem sonhos que seu pai adotivo não considera bons, como a música. Flora também órfã, uma jovem negra, que tem o sonho de ser aviadora, o que para uma mulher negra era quase impossível na década de 30. Ela vive com sua avó e de dia trabalha no campo de aviação e, a noite canta no The Domino a casa noturna que pertenceu a seus pais, a agora pertence a ela e seu tio. Vindos de mundos tão diferentes eles têm a chance de se encontrarem e serem felizes... Ou não.
“No instante em que a chama se acendeu, houve um brilho de reconhecimento nos olhos dela, uma rápida tensão nos ombros, uma leve interrupção na voz. Ela desviou o olhar, e Henry se recostou no assento e se obrigou a respirar.”
Desde sempre o Amor e a Morte jogam, e a Morte sempre ganha, assim que escolhem seus jogadores, as regras são decididas e cada um usa sua influencia em seu jogador. Se o Amor vencer, os dois viverão felizes até a morte, Mas se a Morte vencer ela pode levar um dos jogadores.

Quando comecei a ler tentei não ficar imaginando como seria a história, mas posso dizer que gostei. Adorei como a Morte e o Amor foram representados, já que eles não tinham uma forma definida, aparecendo com aparências diversas no decorrer da história. O momento do” Beijo da Morte” foi muito bem apresentado; sempre muito tranquilo, com a morte levando as pessoas com muita serenidade, enquanto o amor sentia dor por essas pessoas.  
“No fim, toda a cidade, exceto uma igreja, uma arvore e uma pequena fabrica de munição abandonada, tinha sido destruída. A fumaça de corpos carbonizados se ergueu, formando o palco para um por do sol vermelho com sangue.”
Demorei um pouco para ler, pois em alguns momentos a narrativa ficava monótona, mas quando passei da metade comecei a me focar mais, e a leitura foi bem tranquila. É uma história que apesar de romântica, tem partes bem fortes, e emocionantes.

A edição está bem legal, a fonte em tamanho agradável para a leitura, com uma capa bonita, (mas não é uma das minhas preferidas). Mas gosto não se discute, a Editora Verus caprichou bastante na edição.




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