Resenha - A casa das orquídeas - Lucinda Riley

20 de setembro de 2018

Título: A casa das orquídeas
Autor: Lucinda Riley
Editora: Arqueiro
Ano: 2018
Páginas: 528

Quando criança, Julia viveu na grandiosa propriedade de Wharton Park, na Inglaterra, ao lado de seus avós. Lá, a tímida menina cresceu entre o perfume das orquídeas e a paixão pelo piano. Décadas mais tarde, agora uma pianista famosa, Julia é obrigada a retornar ao local de infância na pacata Norfolk após uma tragédia familiar. Abalada e frágil, ela terá que reconstruir sua vida. Durante sua recuperação, ela conhece Kit Crawford, herdeiro de Wharton Park, que também carrega marcas do passado. Ele lhe entrega um velho diário que trará à tona um grande mistério, antes guardado a sete chaves pela avó dela. Ao mergulhar em suas páginas, Julia descobre a história de amor que provocou a ruína da propriedade: separados pela Segunda Guerra Mundial, Olivia e Harry Crawford acabaram influenciando o destino e a felicidade das gerações futuras. Repleto de suspense, A Casa das Orquídeas viaja da conturbada Europa dos anos 1940 às paisagens multicoloridas da Tailândia, tecendo uma trama complexa e inesquecível.
Publicado em 2012 e relançado pela editora Arqueiro, A casa das Orquídeas tem seu início narrando uma pequena história sobre a orquídea negra. Em seguida conhecemos Júlia Forrester, debilitada por uma tragédia que mudou o curso de sua vida volta a morar na Inglaterra. Para ajudá-la a espairecer, sua irmã a convida para ir até Wharton Park, recém-herdada por Christopher Crawford, apelidado de Kit. A situação complicada, obrigando-o a leiloar móveis e o próprio casarão para saldar dívidas. Em meio a esse cenário, durante a visita a casa, Júlia e Kit se reencontram, ela o conheceu quando pequena durante uma visita a casa do avô, jardineiro da família Crawford. 



A partir daí dar-se início a uma amizade. Com a situação da venda, Kit passará a residir na casa do avô de Julia, e resolve fazer melhorias na casa e encontra um diário. Como sempre Lucinda desenvolve suas obras com maestria, trazendo e interligando presente e passado. Além dos novos amigos, ela nos leva para a Inglaterra prestes a entrar na Segunda Guerra Mundial. Onde conhecemos Olivia Drew-Norris e Harry Crawford. 

Olivia é aquela jovem que um dia talvez, você sonhou em ser, buscando sua liberdade, gosta de livros de Jane Austen, irmãs Bronte e espera encontrar o homem ideal, o seu Mr. Darcy (Quem não esperava isso quando lia Jane? Haha). Harry é um amante de música clássica, porém, com a guerra iminente acaba seguindo carreira militar.
[...] ...mas se lembre que o amor não pode ser fabricado. Se não existe, não há como mudar essa ausência... [...]
O livro é divido em duas partes, o inverno e verão. Como falei antes, intercala presente e passado das famílias, principalmente o casal, Olivia e Harry, com o passar da leitura do diário segredos serão relevados afetando o presente, modificando a vida de Júlia e Kit. Mas de modo envolvente, para minha pessoa não é maçante ou cansativo ler os livros da Lucinda. O que me encanta é a possibilidade de imaginar os locais descritos como, Wharton Park, a estufa e Tailândia. 

"É muito melhor o silêncio de uma pessoa de cuja companhia nós gostamos do que o blá-blá-blá constante de alguém que nos irrita." 

Kit é o londrino estilo cavalheiro e é difícil não se apegar aos personagens. Um ponto pode se dizer negativo, a meu ver o romance foi rápido demais, não atrapalhou a leitura, porém amo livros onde o casal se conhece e demora um pouco para descobrir o amor. 

A capa desenvolvida pela editora ficou belíssima, a imagem escolhida retrata a história e o local. Não me agradou a escolha do roxo, lilás para o título. Mas isso sou eu, o romance é incrível, primeiro livro que li da autora e espero que, você se surpreenda como me surpreendi com a escrita e narrativa da Lucinda. E como sempre ela nos traz lições, sejam elas amorosas ou espirituais/humanas. 

[...] Disseram-me, certa vez, que a morte é tão natural quanto o nascimento, parte do ciclo infinito de alegria e dor para os humanos. Virá para nó todos e nossa incapacidade de aceitar nossa própria mortalidade e a daqueles que amamos também faz parte da condição humana. [...]

A nova edição esta incrível, assim como a nova tradução. A editora Arqueiro esta de parabéns por valorizar o trabalho dessa  autora incrível.


Carol


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14 comentários

  1. A capa e linda,achei interessante o livro 👏👏👏👏👏

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  2. Nova edição estar maravilhosa! Sou apaixonada pela escrita da Lucinda Riley 😍 amo a escrita intercaladas e como ela é capaz de criar personagens apaixonantes ! já adorei a olivOl so pela resemha hahaha

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    1. Sim, eu adoro os livros dela por isso também, e que mesmo sendo intercalados não fica cansativo, pelo menos eu não acho.

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  3. Eu amo esse livro! Através dele conheci a escrita da Lucinda e me apaixonei! Li há anos atrás, foi muito bom ler sua resenha e relembrar! <3

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  4. Eu já tinha lido outro livro dela lembro q amei muito na época, me interesse pela história, até pq eu gosto do tema, é a capa está belissima

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    1. Obrigada pelo retorno. Se você o ler um dia, volte e me conte sua opinião.

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  5. Nunca li nada da Lucinda,mas preciso!!
    Amei conhecer um pouco desse livro,parece ser muito bom.
    Colocando na lista de desejados.
    Beijos!!

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  6. Parece ser uma historia que envolve e mexe com nossas emoções, gosto quando o romance surge com uma amizade primeiro e depois vai desenvolvendo o sentimento, também não gosto de romances rápidos demais.

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    1. Obrigada pelo comentário, Maria. Então talvez você goste desse. <3

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